terça-feira, 3 de agosto de 2010

As estórias que a História nos conta.

(dou-me o direito de fazer esse post, uma vez que minhas raízes negras e índias são tão fortes quanto austríacas e italianas)

Dia desses, vi uma chamada em um site "5 coisas que você não sabia sobre Hitler". Logo, tratei de aprender essas 5 coisas que, como já deveria saber, eram a repetição da sabedoria popular. Que Hitler fora um genocida, inegável. Não duvido, também, que, certamente, carregou traumas e loucuras incuráveis e nem vou dar uma de Ahmadinejad ao negar fatos.
Mas agora, vamos e convenhamos, opor-se à ideia de que ele fora um grande estrategista, um líder nato, já é demais! Pelo menos, dentro do meu pequeno entendimento sobre o assunto, posso contar uma coisa que poucos, talvez, saibam: Hitler foi um dos primeiros defensores dos direitos humanos, por mais absurdo que isso soe! Sim, a questão não paira, exatamente, sobre a defesa de tais direitos, mas no que seriam humanos, sendo que, para ele, resumiriam-se na raça ariana. Mais uma: talvez, por seu incentivo, o povo alemão conseguiu recuperar a credibilidade na nação - coisa que nós, brasileiros, não sabemos (prefiro nem comentar o sentimento nacionalista na Copa do Mundo). Mas, como a história é contada pelos vencedores, acabam surgindo essas estorinhas que mais me parecem novelas.
Enfim... o que eu queria mesmo é que a História me explicasse, mais do que Hitler, as atrocidades do Neocolonialismo, quando então a teoria de Darwin fora usada de maneira mais radical que as armas de Hitler. Queria entender os desaparecimentos da época de Pinochet, ou talvez, tornar mais clara a ligação da CIA com a limpeza étnica da Bósnia. Queria, ainda, que o capitalismo fosse colocado à prova, com os fatos da guerra desleal que a indústria farmacêutica impôs na África Central. Bem na verdade, o que eu queria mesmo era uma História marcada pela realidade, mas a presente, tal como nossa sociedade, é "até onde a humanidade conseguiu chegar"....

domingo, 1 de agosto de 2010

Pra não dizer que não falei das flores....

Bom, em um final de domingo melancólico - tal como todos os outros -, deparei-me pensando sobre a subjetividade da beleza.
Beleza, para a minha geração, talvez sejam os ícones já "desgastados" como Brad Pitt, Tom Cruise, Rodrigo Santoro e tantos outros considerados "it boys". Ou, quem sabe, os galãs descartáveis do momento, como Justin Bieber, Robert Pattinson, Zac Efron e tantos outros que eu, no alto da minha ignorância, não saberia aqui citar.
Mas como sempre andei na contramão de esteriótipos, prefiro classificar a beleza como algo além de uma cara, de um estilo, de um charme. Gosto mesmo daquilo que aflora além da genética, daquilo que transparece pelo que se diz, pelos gostos, pela forma de pensar e agir. Talvez - ou melhor, com certeza - por isso minhas predileções foram sempre motivos de piada. Gael Garcia Bernal (por algo MUITO além de seu físico), Tony Blair, Fernando Henrique, Che Guevara, Ricardo Amorim e até mesmo - pasmem! - Zeca Camargo, são meus tipos preferidos.
Acredito que a maturidade faz com que saibamos diferenciar o que é realmente belo, o que é realmente classificado, por mais subjetivo que seja, como beleza (e maturidade NÃO vem com a idade - vem com tantas outras definições que perderia o foco deste post).
Hoje, na minha realidade, idade e conjuntura, conheço poucas pessoas que se encaixam nos meus padrões de beleza. E, talvez, por isso - como já dizia o poeta, "beleza é fundamental" - perco o interesse tão rápido nas pessoas....