(dou-me o direito de fazer esse post, uma vez que minhas raízes negras e índias são tão fortes quanto austríacas e italianas)
Dia desses, vi uma chamada em um site "5 coisas que você não sabia sobre Hitler". Logo, tratei de aprender essas 5 coisas que, como já deveria saber, eram a repetição da sabedoria popular. Que Hitler fora um genocida, inegável. Não duvido, também, que, certamente, carregou traumas e loucuras incuráveis e nem vou dar uma de Ahmadinejad ao negar fatos.
Mas agora, vamos e convenhamos, opor-se à ideia de que ele fora um grande estrategista, um líder nato, já é demais! Pelo menos, dentro do meu pequeno entendimento sobre o assunto, posso contar uma coisa que poucos, talvez, saibam: Hitler foi um dos primeiros defensores dos direitos humanos, por mais absurdo que isso soe! Sim, a questão não paira, exatamente, sobre a defesa de tais direitos, mas no que seriam humanos, sendo que, para ele, resumiriam-se na raça ariana. Mais uma: talvez, por seu incentivo, o povo alemão conseguiu recuperar a credibilidade na nação - coisa que nós, brasileiros, não sabemos (prefiro nem comentar o sentimento nacionalista na Copa do Mundo). Mas, como a história é contada pelos vencedores, acabam surgindo essas estorinhas que mais me parecem novelas.
Enfim... o que eu queria mesmo é que a História me explicasse, mais do que Hitler, as atrocidades do Neocolonialismo, quando então a teoria de Darwin fora usada de maneira mais radical que as armas de Hitler. Queria entender os desaparecimentos da época de Pinochet, ou talvez, tornar mais clara a ligação da CIA com a limpeza étnica da Bósnia. Queria, ainda, que o capitalismo fosse colocado à prova, com os fatos da guerra desleal que a indústria farmacêutica impôs na África Central. Bem na verdade, o que eu queria mesmo era uma História marcada pela realidade, mas a presente, tal como nossa sociedade, é "até onde a humanidade conseguiu chegar"....
Nenhum comentário:
Postar um comentário